17 de jun. de 2008

NAPOLEÃO NÃO FOI ENVENENADO


Análise de cabelo diz que Napoleão não foi envenenado
Fios tirados do imperador em vida indicam que ele sempre teve níveis altos de arsênico.Antes de ser descoberto veneno, produto era o 'remédio da moda' em 1870.
Napoleão foi envenenado? Por décadas, acadêmicos e cientistas argumentaram que o ditador exilado, que morreu em 1821 na remota ilha de Sta. Helena no sul do Atlântico, teria sido vítima de arsênico, por acidente ou assassinato.
A teoria de assassinato sustentava que seus captores britânicos o haviam envenenado; a teoria do acidente dizia que o papel de parede de seu quarto continha uma tintura baseada em arsênico que, embolorada, transformou-se em gases venenosos.
As evidências por trás das duas teorias era a de que cientistas teriam encontrado arsênico no cabelo de Napoleão, o que diminuía a idéia de que sua morte havia sido por câncer no estômago. O arsênico é altamente tóxico, e seus sintomas de envenenamento incluem fortes dores estomacais.
“Não há nada de improvável na hipótese do envenenamento por arsênico,” escreveu Frank McLynn em "Napoleon: A Biography" (Arcade, 2002). “A ciência dá a ela bem mais do que asserção garantida.”
Mas agora, um time de cientistas do Instituto Nacional de Física Nuclear nas universidades de Milan-Bicocca e Pavia descobriu fortes evidências do contrário. Eles conduziram uma análise detalhada de cabelos retirados da cabeça de Napoleão em quatro momentos de sua vida — quando garoto em Córsega, durante seu exílio a ilha de Elba, no dia de sua morte em Sta. Helena, aos 51 anos de idade, e no dia seguinte — e descobriu que os níveis de arsênico não sofreram grandes diferenças.
Arremessando uma rede ampla, os cientistas também estudaram cabelos de seu filho, Napoleão II, e sua esposa, Imperadora Josephine. Aqui, também, eles encontraram níveis de arsênico muitos similares e uniformemente altos.
A grande surpresa foi que os antigos níveis eram cerca de 100 vezes maiores do que leituras obtidas dos cabelos de pessoas vivas.
“As concentrações de arsênico no cabelo de Napoleão depois de sua morte eram muito maiores,” dizem os cientistas. Mas os níveis eram “bastante equivalentes àqueles encontrados não só no cabelo do imperador em outros períodos de sua vida, mas também em seu filho e sua primeira esposa.”
Os resultados, eles acrescentam, “sem dúvida revelam uma exposição crônica que acreditamos poder ser simplesmente atribuída a fatores ambientais, infelizmente não mais facilmente identificáveis, ou hábitos envolvendo alimentação e saúde.”
Um time de 10 cientistas relatou seus resultados em uma recente edição do jornal italiano Il Nuovo Saggiatore (O Novo Experimentador). As amostras de cabelo de Napoleão e sua família vieram do museu Glauco-Lombardi em Parma, na Itália, do Museu Malmaison em Paris e do Museu Napoleônico em Roma.
Os cientistas mediram os níveis de arsênico com grande precisão ao inserir os cabelos em um reator nuclear em Pavia, perto de Milão. A ativação resultante permitiu que o time identificasse elementos de investigação mas não danificaram os cabelos, alguns com mais de dois séculos.
O arsênico é um elemento básico que, em pequenas doses, pode estimular o metabolismo. Em 1870, quando Napoleão era garoto, o arsênico foi lançado como um medicamento da moda.
“No século XIX ele era considerado um remédio popular, um tônico geral e um afrodisíaco,” escreve John Emsley em "Nature's Building Blocks: An A-Z Guide to the Elements" (Oxford, 2002). “Era freqüentemente prescrito por médicos para ajudar na recuperação dos doentes.”
Cientistas dizem que o corpo pode tolerar doses bastante grandes de arsênico se o veneno for ingerido regularmente. Esse parece ser o caso com Napoleão e sua família.
“Todas as pessoas importantes daqueles tempos recebiam contaminação excessiva,” diz Ettore Fiorini, um membro do time da Universidade de Milan-Bicocca. “O arsênico era utilizado em tintas, tapeçaria, medicamentos e até mesmo na conservação da comida.”

10 de jun. de 2008

PEDRA ESCOSESA C/SIMBOLOS MISTERIOSOS


Arqueólogos encontram na Escócia pedra com símbolos misteriosos
Os arqueólogos descobriram nas ilhas Shetland da Escócia uma pedra esculpida e decorada com símbolos misteriosos que poderiam ser pagãos ou cristãos, informaram hoje fontes do museu do arquipélago.
A pedra, de 45 por 28 centímetros, fragmento de outra maior, mostra em uma de suas faces dois discos com cruzes, unidos por uma fita e outras decorações mais ou menos intrincadas que se interrompem pelo corte na parte superior.
Não se sabe o significado religioso dos mais de 40 símbolos da cultura píctone, mas os motivos são consistentes em todo o território escocês.
O que aparece na pedra recém-descoberta é o disco duplo e a vareta em forma de Z, já conhecida pelos arqueólogos, mas o que a torna muito especial são as cruzes inscritas nas rodas.
Outros discos duplos possuem às vezes círculos ou espirais em seu interior, mas estes são os primeiros com cruzes.
Se for uma cruz cristã, e não apenas de um desenho geométrico, indica um híbrido entre a religião indígena dos pictos (primeiros habitantes da Escócia) e o novo cristianismo.
O local onde a pedra foi encontrada foi um centro religioso durante dois milênios e também pode ter sido um ponto de convergência cultural e político na antiguidade.
É o que parece se deduzir de quatro pedras descobertas ali e nas quais aparece o antigo alfabeto conhecido como "ogham", e de uma quinta pedra, a "Mail Stone", descoberta em 1992, e na qual aparece uma figura misteriosa com uma máscara de cabeça de cachorro.
Durante a Idade Média, esse local foi usado para funerais, e foram encontrados três pedaços de lápides com inscrições nas quais foi usado o alfabeto rúnico

4 de jun. de 2008

LABORATÓRIO JAPONES SE ACOPLA A ISS


Laboratório japonês é acoplado à estação espacial
Laboratório pesa 16 toneladas e será o maior cômodo da plataforma.
Um time de astronautas acoplou um laboratório espacial japonês no valor de US$ 1 bilhão à Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) nesta terça-feira (3).
O laboratório Kibo, que pesa 16 toneladas, foi transportado pelo ônibus espacial Discovery e será o maior cômodo da estação. Ele será usado para estudos de biomedicina e ciências materiais.
Saiba mais
Os astronautas Akihiko Hoshide e Karen Nyberg manobraram o laboratório para que ele fosse acoplado ao local correto usando o braço robótico da ISS. Dois integrantes da tripulação preparam a acoplagem durante um passeio espacial que durou mais de seis horas.
ACOPLAGEM
A Discovery se acoplou à ISS na segunda-feira (2), depois de uma viagem de dois dias. Além do laboratório japonês, a nave transportou uma bomba para desentupir o banheiro da estação, quebrado há quase duas semanas. Por conta disso, a tripulação vinha dando descargas manuais várias vezes ao dia.
O laboratório japonês é do tamanho de um ônibus escolar e vai se juntar ao laboratório americano Destiny e ao laboratório europeu Columbus, já acoplados à plataforma.
A missão também transportou o astronauta canadense Greg Chamitoff, que vai substituir o primeiro engenheiro Garrett Reisman como residente da estação pelos próximos seis meses.
Além disso, a Discovery transportou um hóspede especial - o guarda espacial Buzz Lightyear, um personagem da animação Toy Story, da Disney. O boneco de 30 cm de altura entrou em órbita como parte de um programa educativo.

O NOVO MAPA DA VIA LÁCTEA


A nossa galáxia acaba de perder dois braços!
Hoje saiu o mais novo mapa da Galáxia com os dados do telescópio espacial Spitzer. Este era um dos principais projetos deste satélite que já está funcionando parcialmente depois de 5 anos de trabalhos.
Desde a década de 1950 os astrônomos tentam desenhar nossa galáxia. Imagine só o problema, ter de fazer um mapa da sua cidade sem poder olhar de cima e nem mesmo sem poder sair da sua casa. O máximo permitido seria olhar pela janela e tentar rabiscar como seriam as ruas, a distribuição de parques e prédios. O problema com a Via Láctea é o mesmo, visto da Terra, como desenhar o mapa da galáxia inteira?
Várias técnicas foram desenvolvidas para tentar suplantar este problema. Até hoje, as mais promissoras eram as técnicas de observação em rádio. Toda questão se resume em saber qual a distância dos aglomerados de estrelas, pois a direção é fácil, basta anotar a posição em que o telescópio está apontado. Pelo método rádio, a determinação da distância se baseia em muitas hipóteses combinadas e nem todas elas muito sólidas. Daí surgiu um mapa, repetido inúmeras vezes quando alguém quer mostrar como é nossa galáxia. Este mapa mostra uma galáxia espiral barrada (com uma barra de estrelas bem no centro) com quatro braços. Que a Via Láctea parece ser uma galáxia espiral barrada já é consenso, mas o número de braços ainda é assunto para discussão.
Agora com este mapa do Spitzer, que observou boa parte da nossa galáxia em comprimentos de onda no infravermelho nossa percepção da galáxia vai mudar. Baseado em um método de contagens de estrelas, ou seja, observando em uma dada direção um programa de computador analisa as posições em que há maior concentração de estrelas, duas equipes de astrônomos lideradas por Robert Benjamin perceberam que faltavam estrelas onde se pensava haver dois braços, conhecidos como braço de Norma e Sagitário. Olhando para o braço de Scutum-Centauro, notaram que o número de estrelas aumentava como esperado, ou seja, o programa foi capaz de detectar um braço onde ele existia. Se na direção de Sagitário e Norma não foram detectadas altas concentrações de estrelas, então não há mesmo um braço por lá.
Este resultado é bastante interessante e vai trazer uma nova discussão: o que nos induziu a pensar que existiam mais dois braços na Via Láctea? Observações erradas ou modelos incompletos? O fato é que eu estou em um grupo de pesquisa que vem estudando a forma de nossa galáxia e que já há alguns anos nós estamos notando discrepâncias entre distâncias obtidas via rádio e obtidas via infravermelho. Nosso palpite sempre foi que os modelos são, no mínimo, incompletos. Ainda precisamos analisar este mapa com cuidado, pois ele saiu hoje, mas parece que este é mais um ponto a nosso favor!

Texto: G1 Observatóriuo: Cassio L.Dal Ri Barbosa

2 de jun. de 2008

PAZ ENTRE McCARTENY E YOKO ONO

Paul McCartney e Yoko Ono assistem ao desfile da coleção outono/inverno 2008 da estilista Stella McCartney, filha do ex-Beatle com sua primeira esposa, a fotógrafa Linda McCartney, na cidade de Liverpool, na Inglaterra.

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